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sexta-feira, 6 de março de 2015

VIVER PREPARA SEU CORPO PARA VIVER

Diana Behrens, integrante da Pageia cia.deteatro, fala sobre sua oficina na Sede das Cias





Tenho pesquisado a relação entre corpo e felicidade e vivenciei uma mudança radical na minha qualidade de vida depois que aprendi a relaxar meus músculos de forma profunda. Este relaxamento só foi possível através da ação e expressão de sentimentos. Massagens, cremes e remédios ajudam, mas são paleativos. Nossos condicionamentos e posturas fazem com que rapidamente eles voltem a se tensionar. A verdade é que expressamos muito pouco nossas emoções a ponto de nem perceber o quanto reprimimos nossos impulsos. Vamos nos desconectando do nosso corpo, que é a vida em si! É o que temos de certeza. É o estar aqui.  

Mesmo sem saber, eu sempre estive pesquisando o corpo. Pesquisando, porque eu precisava entender com ele funcionava para fazer o que eu queria. O que eu queria dependia de boa execução, busca de equilibrio e prática: pirueta, o galho mais alto, salto mortal, parada de mão... Fiz ginástica olímpica por muitos anos e 17 anos de balé clássico. Fazia obsessivamente até, e lidar com muita dor física era perfeitamente natural. Descobri o que é um corpo sem dor há pouco tempo. Meu corpo doía não só pelas dores do esforço muscular mas por emoções reprimidas.

Expressamos nossas emoções através do corpo, não há outro modo. E o fato de sentir emoções, é incontrolável. Quando você, vê a emoção já existe. Já a nossa mente é lenta. A nossa mente é um softward. Ela consegue registrar algumas coisas, armazenar, fazer links e tal, mas ela não consegue dar conta do fluxo emocional e de memória. Por isso sonhamos, e por isso o ser humano tem uma necessidade de dormir. Dormimos para fazer download, concluiu-se de pesquisas sobre o funcionamento eletromagnético no cérebro.

O que acontece no nosso dia-a-dia é que precisamos usar a mente a maior parte do tempo. Pra fazer coisas, cumprir a agenda,as expectativas, o trabalho, e a gente superutiliza esse "sistema". Quando ele fica super carregado, tenta fazer com que diminua o fluxo de informações com os quais ele tem que lidar.

Isso é feito por um mecanismo biológico: inconscientemente diminuímos drásticamente a profundidade da respiração e o volume de ar que inspiramos. Ficamos no stand by, agimos menos e assim a mente acredita que terá que lidar com menos coisas. Porque, se você respira intensamente, seu coração vai bater mais forte, você vai sentir raiva, dor, tesão e alegria um tanto mais latentes. Nosso corpo é cheio de possibilidades de alegria e sensações indescritiveis.

Quanto mais se respira mais se sente. São inúmeras as técnicas, terapias, coachs, etc que focam na respiração, diversos tipos de yoga, psicocalestenia, bioenergética, terapia Reichiana e por ai vai. Já tive contato com muitas delas na minha pesquisa. E com certeza você escuta de qualquer treinador "respira!", porque sim, o que fazemos em situação de aperto ou dor é travar a respiração.

A nossa parte do cérebro que lida com as emoções é herança dos mamíferos e sua tática de sobrevivência em grande maioria é: se fingir de morto, congelar. O fato de respirar pouco faz com que não tenhamos força para expressar as nossas emoções, principalmente por temer a reação do outro, ou a intensidade dos nossos próprios sentimentos.(mesmo que esse medo esteja escondido por uma indiferença `a questão.) E o fato de expressar pouco as emoções faz com que seja difícil respirar profundamente pois os músculos vão formando uma couraça de tensão.

O trabalho como atriz me mostrou que ao reproduzir um corpo e sons de determinada emoção é possível atingir essa emoção.  O diferencial é que na atuação esse afloramento emocional deve ser consciente.  A consciência também é uma evidência da conexão corpo-mente, porém de uma forma relaxada, acredito eu.

Temos dificuldade de relaxar porque nosso corpo vai acumulando essas emoções que não foram expressadas. Isso porque os músculos tiveram que se contrair para, literalmente, "segurar" essas emoções. Por exemplo quando você quer gritar e não o faz os musculos do pescoço e diafragma se contraem e se mantêm tensionados até que esse grito seja liberado. Essa tensão acumulada pode causar vários problemas físicos como ulcera e dores de cabeça e deve ser o maior responsável pelas rugas, inclusive. Não adianta passar creme com sêmem de baleia. Se você passa muito tempo malhando a testa ao franzi-la, provavelmente ela contará essa história. Os corpos contam história.

"Essa é a parte bonita da coisa: a vida existe mesmo é no corpo."

Na história do meu corpo, eu tenho o privilégio e a escolha de trabalhar em cias de teatro. Através da Pangeia cia.deteatro, vivo a oportunidade de usufriur da ocupação Sede das Cias. E com ela  liberdade quanto às propostas artísticas. Lá  temos amplidão e aconchego para experimentar novos formatos, e é isso que temos feito. A ocupação nos permitiu aprofundar na pesquisa de:  como criar em conjunto, como criar com o público. Esse desejo nos ronda faz tempo, talvez impulsionados pelo curso da Judith Malina (Living Theater) que nós da Pangéia fizemos em 2008, mas acredito que foi realmente na ocupação que isso começou a brotar. Tinhamos um espaço. E vontade de criar com ele. 

Por exemplo, como processo da peça “Maratona” fizemos Maratonas para o público dançar. O evento era permeado por jogos de eliminação, numeros musicais propostos por nós, e pelo publico, que podia se inscrever para apresentar algo. Nós atores ensaiavamos, faziamos cenas durante e dávamos o nosso melhor no rebolado.  Nunca nenhum de nós ganhou as Maratonas que promovemos. Isso pra mim é o aprendizado mais gratificante. Significa que o que despertávamos nas pessoas era muito mais grandioso do que algo que poderíamos fazer.

Esse tipo de interação humana que fomos descobrindo me incentivou a organizar uma oficina. É renovador promover encontros que são intensos e prazerosos simplesmente porque as pessoas perdem o medo de interagir entre si. 

No dia 28/02 começou a oficina: Descubra seu estar bem. Nela, proponho dinâmicas para fortalecer a conexão corpo-emoçāo através de relaxamento, respiração e autoconhecimento. Reaprender a mobilizar todo o corpo para se expressar gera bem estar e plenitude. 



Tenho muito a agradecer meus colegas de Pangéia. Nesses oito anos aprendi imensamente com os nossos trabalhos ao mesmo tempo que tive apoio às minhas pesquisas e carinho para minha inseguranças. 




No primeiro dia, a sala estava cheia, os participantes chegaram com serenidade e abertura. É bonito ver que a interação entre eles é bem diferente na entrada e na saida. Houve um momento bem bonito durante uma dança: eles se tornaram cumplices silenciosos de uma aventura alegre. Se eles tiverem partilhado coragem, mesmo que por um momento,  pra mim já valeu a pena. 





Este foi o dia dedicado a conexão corpo-quereres. O próximo focará na respiração fluida, o terceiro postura e o quarto na coragem. É com alegria que promovo esses encontros. Meu objetivo é despertar o interesse em descobrir o corpo como meio de mergulhar na vida.





Diana Behrens é formada em Artes Cênicas (CAL) , Cinema (PUC) e Balé clássico. Tem continua experiência em dança, técnicas teatrais, terapias corporais como bioenergética e meditações. Integrante da Pangeia cia.deteatro, Jardins Portáteis e Teatro Catapulta.









domingo, 25 de janeiro de 2015

NOVIDADE NA PROGRAMAÇÃO DA SEDE DAS CIAS

Imagine um lugar, um lugar não, um espaço-tempo onde você possa ir toda semana, ou quase toda semana, onde outros também possam ir, com talvez o mesmo propósito que você, ou melhor, os mesmos propósitos. Isso tudo pode parecer muito abstrato, assim de início, mas quando você chega nesse espaço-tempo, pode ser muito concreto. É que o outro inaugura algo. E esse algo talvez inaugure algum algo em você, ou confirme aquele algo seu, ou amplia, ou...

É que são tantas possibilidades que, nesse momento, talvez seja necessário fazer junto. É assim: esse lugar é a Sede das Cias. Esse fazer junto é com cada um que for, como uma pangeia a cada noite. O espaço-tempo é o#1MOL-sededeportasabertas.

Foto:  interação proteica -  fonte: internet


A Pangeia cia.deteatro, para celebrar seus 8 anos de trabalhos continuados em 2015, inaugura esse espaço de troca, discussões e ações. É que desde 2013, quando passou a ocupar a Sede junto com os Os Dezequilibrados e a Cia. dos Atores, foi intensificando essa cumplicidade com aquele que sobe os primeiros degraus da escadaria e entra na casa de azulejo-selarón, ali, à direita, que tem cravado em suas paredes o nome TEATRO.

A Casa em Obra, por exemplo, criada durante os primeiros meses da ocupação em 2013, para o festival Nova Cena Carioca, foi o reconhecimento desse espaço, com ensaios na escadaria, conversas pelos arredores, troca com os freqüentadores daquele cantinho da lapa, sonhos e cerveja no Ximeninho, e por fim, uma peça que era realizada a cada noite com o espectador-participante, que também assinava a dramaturgia.

Espetáculo "A casa em Obra" - foto: Paula Mello

E como não lembrar das noites intensas e divertidas das Maratonas Abertas, onde o público chegava com o pretexto de uma competição de dança e se esbaldava no salão, conhecendo novos parceiros a cada música ao longo daquele grande jogo. Mais uma vez, o espectador era integrante da cena e colaborava com a dramaturgia da noite e que, posteriormente, se tornou material para a elaboração da peça Maratona (realizada com as queridas Outra Cia e Teatro Catapulta).

"Espetáculo Maratona " - foto: Aline Macedo
"Maratona Aberta"- foto: Diego de Angeli


Sem falar nos encontros dos Jardins Portáteisparceria com os Dezequilibrados, sob o comando de Cristina Flores, ah, esse tão sonhado jardim num terracinho de concreto que nos fez acampar lá no início, sob aquele céu, para imaginar o melhor jardim possível. 

"Jardins Portáteis" - foto: Letícia Isnard


Foram tantas maneiras de compartilhar afetos que resolvemos intensificar esse processo criando #1MOL- sededeportasabertas onde a onda é, basicamente, tornar esse espaço de quem freqüenta.

Então, se você (artista, técnico, acadêmico, estudante, cidadão, interessado, tudo isso ou outra coisa ou um pouco disso tudo), enfim, se você tem alguma proposição, estamos abertos para fazer #1MOL gostoso a cada terça com você.

Por mês, um ciclo novo com palavras que vão dar o tom do que pode acontecer em cada encontro. Você também pode ajudar com esses tags. E se ao longo do mês, sentir que quer fazer parte, apresentar uma pesquisa, abrir uma discussão, fazer uma exposição, leitura, performance, tantas e tantas possibilidades, chega junto.

Esse é o e-mail para fazer contato: pangeiaciadeteatro@gmail.com e colaborar na construção do #1MOL- sededeportasabertas.

Nessa primeira edição, as palavras que vão compor as terças são:

#encontro #debate #sexualidade #performance #feminino #trans #masculino #valericarvalho #teatro #beyonce #medeia #fotografia #claytonleite #LGBT #sexismo #cristinaflores #leitura #caioriscado #drag #cultura


Os convidados e a programação você pode conferir no evento: CLIQUE AQUI

E outra novidade para o ano é o Circuito de Oficinas, que vai oferecer uma oficina bacanérrima aos sábados. Esse mês, por exemplo, começamos com a oficina de Maíra Maneschy: Compor linguagem através da linguagem do corpo, que você também pode participar fazendo aulas avulsas. Segue o evento com as atividades: CLIQUE AQUI

Nesse ano de celebração dos 8 da Pangeia: 8 anos de grupo, 8 integrantes, 8 que é o infinito em pé, desejamos que seja de muito encontro e troca. Um beijo que abraça, abraço que aperta, aperto que faz cócegas, cócegas que fazem sorrir, sorriso que aproxima, aproximação que a gente agradece. 

Daniel Kristensen, Diana Behrens, Diego de Angeli, 
Gabriel Salabert, Gabriela Carneiro da Cunha, Izadora Mosso Schettert, 
João Marcelo Iglesias e Ramon de Angeli, Pangeia cia.deteatro.

Pangeia cia.deteatro - foto: Pedro Florim


domingo, 30 de novembro de 2014

ENTREVISTA COM O DIRETOR IVAN SUGAHARA

A entrevista de hoje é com o diretor Ivan Sugahara. Quem acompanha seu trabalho sabe que ele é diretor da companhia teatral OS DEZEQUILIBRADOS, uma das três companhias que ocupam a Sede das Cias. Além disso, ele é diretor artístico da Sede das Cias e um dos encenadores mais requisitados da atualidade. 

os três diretores residentes da Sede das Cias: Diego de Angeli (Pangéia cia.deteatro),
 Ivan Sugahara (Os dezequilibrados) e Marcelo Olinto (Cia. dos Atores)

Seu mais recente trabalho é o Cabaré Foguete: A insaciável e umedecida saga de Ana Foguetinho, que está em cartaz aqui na Sede das Cias e fica em temporada só até dia 13 de dezembro, aos sábados, sempre às 23h. Ele assina a direção e dramaturgia junto com Gustavo Damasceno.


O espetáculo narra desde a infância de "Ana Foguetinho" no interior do Paraná até a sua ida para o Rio de Janeiro, onde se consagra como uma prostituta de fama internacional. A trama desenvolve a história de uma das personagens da peça “Sarau das Putas”, apresentada com sucesso no Teatro Poeira em 2013. 

   
fotos do espetáculo para o site Neon



LAURA LIMP: Ivan, a personagem Ana Foguetinho surgiu no Sarau das Putas, que fez um baita sucesso. Conta pra gente como foi o espetáculo e como a Ana Foguetinho (personagem da Nara Parolini) surgiu?

IVAN SUGAHARA: O Sarau foi um espetáculo muito importante na minha vida e, acredito, na vida de toda a sua equipe. Nos fez repensar questões importantes como o feminino e a sexualidade. Na importância de procurarmos cada vez mais nos distanciarmos das grandes e pequenas atitudes machistas que ainda estão em nós, homens e mulheres, após séculos de dominação masculina. No quão é fundamental nos libertarmos de preconceitos sexuais e sexistas, aproximando-nos de uma sexualidade mais livre, plena e feliz.

A personagem da Foguetinho surgiu da própria aparência física e personalidade da Nara, que tem uma cara jovial e ingênua e ao mesmo tempo se permite falar com maturidade e liberdade de sexo. Trata-se de uma personagem incrível para abordar as questões que mencionei acima de forma cômica e sofisticada. 

       
elenco de SARAU DAS PUTAS: Nara Parolini, Laila Garin, Laura Limp, Juliana Terra, Carolina Ferman, Tatiane Meyer, Rose Lima, Rita Fischer, Gisela de Castro, Carol Garcia e Lívia Paiva
  
LAURA: A ideia do Cabaré Foguete veio de onde? Da vontade de explorar mais o tema da prostituição? A sexualidade, como no espetáculo "Antes que você me Toque"? Ou veio da vontade de trabalharem juntos mais uma vez, você e a Nara? Quem sabe tudo junto? (rs)

IVAN: Sim, tudo junto! Embora o tema da prostituição seja abordado, não é esse o tema central do Cabaré, assim como não era o mote principal do Sarau. Lá, penso que o foco principal era a mulher. E aqui eu diria que o tema do espetáculo é a liberdade sexual. E, claro, trabalhar com a Nara é sempre um prazer, assim como com outros parceiros que também estão no projeto.  

LAURA: Além da Nara, estão no elenco Rita Fischer (que também fez o Sarau das Putas), Catarina Saibro, Thiago Ristow e Joel Vieira, acompanhados pela "Banda Hétera": Antônio Ziviani, Breno Góes, Felipe Ridolfi e Pedro Leal David. Como funcionou o processo de seleção de atores e músicos? Como você escolhe quem vai trabalhar contigo num espetáculo? Afinal, tem muita gente aí querendo trabalhar com você...

IVAN: Evidentemente, é preciso gostar do trabalho do ator, mas também passa muito pelo afetivo. Nara, Rita, Catarina e Thiago são amigos que eu adoro, admiro e com quem eu já havia trabalhado antes. O Joel foi a Rita que trouxe e, além de ser um talento, é uma pessoa querida que se integrou muito bem ao grupo. Quanto à banda, foi o Ricardo Góes, parceiro de muitos trabalhos e diretor musical da peça, que montou. O Antonio já havia trabalhado com a gente no espetáculo “Pacto”.   

Elenco de Cabaré Foguete: Joel Vieira, Catarina Saibro, Nara Parolini, Rita Fischer e Thiago Ristow.


LAURA: A encenação é composta por números musicais, coreografias eróticas, mágicas e cenas de humor burlesco. Os atores cantam e dançam, além de comporem uma série de personagens divertidos e sedutores. Qual foi o método de trabalho de você e do Gustavo? E como foi o processo de ensaios de uma forma geral?

IVAN: O espetáculo foi criado a partir da cena da Ana Foguetinho que havia no Sarau das Putas. A cena abre o Cabaré e traz várias informações e outros personagens que usamos para desenvolver o restante da trama. Além disso, procuramos explorar os talentos individuais de cada ator em improvisações e composições criadas por eles. De forma geral, foi um processo divertidíssimo.    

LAURA: Neste trabalho você dividiu a direção e a dramaturgia com o ator, dramaturgo e também diretor Gustavo Damasceno, mas isso não é muito comum nos seus processos. Como se deu essa parceria? E como foi a experiência de trabalharem juntos não só na direção, mas também na dramaturgia?

IVAN: Adorei trabalhar com ele. Eu queria a ajuda de alguém para criar a dramaturgia e o nome do Gustavo surgiu de modo natural, uma vez que ele já havia trabalhado com a Nara e o Thiago. A sua entrada no processo foi muito frutífera, ele chegou com idéias ótimas e muita vontade de participar. Nós nos afinamos imediatamente e a evolução da nossa parceria para a direção se deu de modo natural. Foi tão bom o nosso entrosamento que queremos repetir a experiência. 

LAURA: Como está sendo a temporada na Sede e qual a recepção do público? 

IVAN: A temporada está sendo incrível, estamos tendo a casa lotada em todas as sessões. O público se diverte à beça e muitas vezes segue com a gente para o bar (rs).  



Cena do Cabaré Foguete - foto de Laura Limp

A irreverência dá o tom do espetáculo. Trata-se de um evento festivo, no qual o espectador poderá tomar uma cerveja enquanto se diverte com as peripécias da Ana Foguetinho”, conclui Sugahara.

LAURA: Sei que ainda é cedo, mas existem planos de levar o Cabaré Foguete para outro espaço em 2015? 

IVAN: Planos sim, mas ainda não temos nada certo. O certo é que estaremos na Sede até 13 de dezembro, por isso corram pra assistir! 



Ivan Sugahara - foto de Lenise Pinheiro



LAURA: Ivan, do jeito que você é...Provavelmente já está ensaiando, no mínimo, outro espetáculo. Pode contar qual é e do que se trata?  

IVAN: Estou mesmo... Comecei a ensaiar o novo espetáculo dos Dezequilibrados. Tem o título provisório de “História do Amor” e se propõe a pensar a evolução do sentimento amoroso ao longo dos tempos. Estamos ainda no início do processo, que será longo. A previsão de estreia é junho de 2015. Mas estou contentíssimo com o elenco que formamos: Ângela Câmara e José Karini, integrantes do grupo, Claudia Mele – fizemos uma parceria super bacana em “Antes que você me toque” – e Julio Adrião, com quem eu há muito tempo eu tinha vontade de trabalhar.  

LAURA: E férias? Você não tira não? (rs)

IVAN: Tiro! Viajei durante um mês no meio do ano e vou viajar no réveillon. Férias são fundamentais pra gente se renovar.  

LAURA: Existe algum tema que você nunca tenha abordado no teatro e tenha vontade?

IVAN: Muitos. Tenho uma grande sorte porque adoro o que eu faço e ainda tenho vontade de fazer muita coisa. 

LAURA: Pra encerrar... Quais são próximos planos para a companhia Os  Dezequilibrados? 

IVAN: Além do novo espetáculo nós seguirmos trabalhando juntos para sempre. Eles são a minha família, meus melhores amigos e meus maiores parceiros de trabalho.   


companhia OS DEZEQUILIBRADOS


Bom, depois desse bate papo rápido, lá se foi o Ivan para a Sede das Cias. E se eu fosse você faria o mesmo. O Cabaré Foguete tem apenas mais duas apresentações: dias 6 e 13 de dezembro. 


Dica: Os espectadores podem consumir bebidas enquanto assistem à comédia musical,  mas levem dinheiro, porque a casa não trabalha com cartão. 





FICHA TÉCNICA

Direção e Dramaturgia: Ivan Sugahara e Gustavo Damasceno
Direção Musical e Preparação Vocal: Ricardo Góes
Elenco: Catarina Saibro, Joel Vieira, Nara Parolini, Rita Fischer e Thiago Ristow
Banda Hétera: Antônio Ziviani, Breno Góes, Felipe Ridolfi e Pedro Leal David
Direção de Movimento: Kelly Siqueira 
Assistência de Direção Musical: Breno Góes
Cenário: André Sanches
Figurino: Tarsila Takahashi
Iluminação: Ricardo Grings 
Montagem de Som: Luciano Siqueira 
Colaboração Dramatúrgica: Valéria Motta
Fotografia e Programação Visual: Thiago Ristow
Assessoria de Imprensa: LEAD Comunicação 
Assistência de Produção: George Luis Prata  
Direção de Produção: Maria Alice Silvério e Alan Isídio
Administração: Isídio Produções 

SERVIÇO

Pré-estreia para convidados: 04 de outubro de 2014
Temporada: de 11 de outubro a 13 de dezembro de 2014
Horário: Sábados, às 23h 
Gênero: Comédia Musical
Duração: 70 minutos
Ingresso: R$20,00
Bilheteria: aberta 1h antes da sessão
Capacidade: 60 lugares
Classificação: 16 anos



Quer saber mais? Confira na nossa página o evento do espetáculo. Lá também é possível acessar o link para comprar seu ingresso antecipado sem sair de casa. Basta clicar AQUI.

Conheça também a página da companhia Os Dezequilibrados: AQUI.

E se gostou da nossa conversa com o Ivan Sugahara, compartilhe a entrevista por aí!

sábado, 1 de novembro de 2014

ENTREVISTA COM O DIRETOR LEANDRO ROMANO SOBRE A OCUPAÇÃO DO TVNI NA SEDE DAS CIAS

Hoje começa na Sede das Cias a Ocupação do grupo TEATRO VOADOR NÃO IDENTIFICADO com a estreia de O PROCESSO. Confira a conversa que  tivemos com o diretor Leandro Romano.



Compre seu ingresso antecipado online A Q U I  para qualquer um dos 4 espetáculos do TVNI na Sede das Cias


LAURA LIMP: Primeiro, obrigada pelo seu tempo! Assinando a direção dos quatro espetáculos, imaginamos que a correria está grande (risos). Três deles já eram do repertório da Companhia. E agora tem também a estreia de "O Processo". Então, pelo visto, a gente tem muita coisa pra falar. Vamos do começo. Como surgiu o TVNI, quem faz parte do grupo e a quanto tempo ele existe?


LEANDRO ROMANO: O Teatro Voador Não Identificado surgiu na Unirio em 2011. Reuni um grupo de pessoas para desenvolver uma pesquisa sobre as relações entre ficção e realidade na arte contemporânea, um interesse que tínhamos em comum. Até então não havia uma ideia clara de criar um espetáculo, era só um estudo mesmo. Mas, com o tempo, isso foi virando uma necessidade e assim montamos o "Ponto fraco". Ao término das primeiras apresentações, convidei algumas dessas pessoas para virar um grupo: Elsa Romero, Isadora Petrauskas, Julia Bernat e Luiz Antonio Ribeiro. Desde então tivemos uma parceria constante com a Gaia Catta e a Lia Maia e posteriormente as convidamos para o grupo.


LAURA: Qual é a pesquisa de vocês? Vocês procuram uma linguagem e estética próprias do grupo ou para cada trabalho individualmente?


LEANDRO: Temos diversas pesquisas. Cada integrante do grupo tem interesses distintos e interesses em comum, que acabam por se complementar. Algumas estéticas teatrais contemporâneas estão presentes em todo o nosso trabalho. Por exemplo: as dramaturgias fragmentada, colaborativa e do ator; e também o teatro documentário. Todas elas partem do meu interesse em investigar os limites reais e ficcionais do teatro. Outra pesquisa nossa é sobre teatro e tecnologia, o que acaba contribuindo bastante para o lado estético (cenário, luz etc.) Eu diria que todas as nossas perguntas se resumem à uma: por que fazer teatro hoje?

LAURA: Como é construída a dramaturgia das peças?


LEANDRO: O Luiz, nosso dramaturgo, tem um olhar muito atento. O que costuma acontecer é: estabelecemos a concepção dos projetos juntos. Eu entrego as minhas ideias e ele começa a escrever um esboço do que será aquilo. Esse trabalho inicial é de fato muito embrionário porque tudo vai depender de quando vamos para sala de ensaio. É lá que tudo acontece. Neste sentido, temos fragmentos de textos escritos pelos próprios atores, colagens de textos de outros autores e a dramaturgia principal vai se alterando de acordo com as intervenções que surgem nos ensaios. Aliás, não só dos ensaios, mas também durante a temporada. A gente sempre acaba descobrindo coisas a melhorar. O Luiz não se apega ao texto, o que é ótimo! Ele pode ser alterado, reescrito, modificado, até se encaixar na boca do ator. Uma curiosidade é que o Luiz está sempre anotando o que acontece fora dos ensaios. Então, muitas vezes, alguns diálogos das peças são momentos reais que aconteceram em momentos de descontração. A Julia, quando foi escrever a dramaturgia de "Tempo real", de certa forma utilizou recursos semelhantes, ainda que nós não tivéssemos estabelecido um método para isso.



"Ponto fraco" é um espetáculo sobre os limites entre a ficção e a realidade. A partir de depoimentos pessoais de três atrizes, a peça expõe as fragilidades da contrução narrativa e de suas próprias histórias, sejam estas reais ou não.

LAURA: O espetáculo "Ponto Fraco" foi o primeiro e surgiu ainda dentro da UNIRIO, certo? Como foi o processo de trabalho?


Certo! O processo de trabalho foi bastante divertido. Ontem mesmo estávamos ensaiando a peça e rimos muito. A peça é muito gostosa de fazer... Na verdade, na época não tínhamos muitas pretensões. Então a peça acaba parecendo pouco séria, o que não é verdade. Começou com a pesquisa sobre ficção e realidade que eu comentei. Nós trabalhamos muito, cerca de 1 ano, para levantar o espetáculo. Em "Ponto fraco" começamos a investigar as tensões entre o ficcional e o real a partir de muitos depoimentos das atrizes. Foi um processo difícil nesse sentido pois elas precisaram expôr muitas fragilidades, daí o nome do espetáculo. "Ponto fraco" tem um viés muito dramatúrgico por conta disso. Temos uma cenografia simples, é uma peça calcada na palavra e na relação entre atrizes e público. Nós temos muito carinho por ela porque, em certa medida, foi ali que nos conhecemos, aprendemos a trabalhar juntos e desenvolvemos um esquema de criação muito particular.





Em "Shuffle", um homem ganha um iPod Shuffle e sua vida passa a ser condicionada pelo aparelho. No espetáculo, a ordem das cenas é também controlada por um iPod, mudando a ordem da peça diariamente. Confira cenas do espetáculo AQUI

LAURA: O segundo espetáculo foi o "Shuffle". De onde veio a ideia e como foi o processo?


LEANDRO: Na época em que o iPod Shuffle foi lançado pela Apple, o Luiz escreveu um conto chamado "Shuffle". O conto contava a história de um homem que ganhava um aparelho desses e sua vida passava a ser condicionada pelas músicas que o iPod escolhia. Era muito releitura do "O Estrangeiro" do Camus mas também questionava a situação homem x máquina na época atual. Quando li o conto me apaixonei de cara e tinha uma ideia de adaptar o conto para o teatro. Alguns anos de passaram, sentei com o grupo e falei dessa minha vontade. Foi quando eu tive a ideia de associar a ideia de "shuffle" (aleatório, em inglês) ao formato de um espetáculo. Assim, temos um espetáculo onde para cada cena há uma música e um iPod Shuffle determina a ordem das músicas, ou seja, a ordem das cenas. Foi um processo exaustivo pois, além de ser o primeiro espetáculo que tem essa característica de "experiência única" (visto que ele nunca é o mesmo), tivemos que lidar com uma dramaturgia que sofresse os impactos dessa situação sem perder o conteúdo que queríamos tratar e uma direção que previsse todas as possibilidades do acaso. O que acabamos descobrindo ser impossível. "Shuffle" pode ter mais de 1 milhão de ordens diferentes, mas foi difícil aceitar isso. Foram seis meses de ensaio intensos, de segunda a sexta, 4 horas por dia. Lemos muito, pensamos muito, estudamos muito... E tínhamos também uma outra responsabilidade pois esta foi a nossa primeira vez fora do ambiente acadêmico.


LAURA: Este espetáculo também marcou uma mudança no grupo, quando cada um assumiu funções específicas. Como foi isso? E essas funções se mantêm até hoje, ou variam?


LEANDRO: Fomos percebendo que é muito difícil fazer um trabalho sem um direcionamento. Até certo ponto isso é possível depois fica inviável. Até hoje variamos funções, mas isso é estabelecido a priori. Eu estou sempre na direção, mas isso não significa que será sempre assim. A Julia já dirigiu comigo, escreveu "Tempo real", atuou em "Ponto fraco" e atualmente faz minha assistência em "O processo". O Luiz escreve, faz minha assistência... A Elsa é atriz de "Ponto fraco", fez os cenários de "Shuffle" e "Tempo real" e por aí vai... Estou esperando minha vez (risos).


LAURA: Qual a relação da companhia com o uso da tecnologia?


LEANDRO: Ela começou em "Shuffle" e depois surgiu novamente em "Tempo real". Eu considero a tecnologia fundamental para qualquer área. De certa forma, é ela que impulsiona novas descobertas. No teatro isso fica muito potente porque, na maioria dos casos, é um adendo para o ator. No nosso caso específico, interfere também na direção, no texto e na estética visual. Estamos fazendo teatro para uma geração que cresceu com a tecnologia. Não agregá-la é um desperdício. Claro que não produzimos os espetáculos especificamente para isso, mas quando o conceito exige uso de tecnologia fazemos questão de explorá-la ao máximo.




"Tempo real" é um espetáculo sobre o agora. A partir de estatísticas em tempo real, a dramaturgia se transforma e constrói um panorama sobre as relações simultâneas no mundo contemporâneo.



LAURA: O terceiro espetáculo do repertório a ser apresentado aqui na Sede é "Tempo Real". Como foi o processo e a construção da dramaturgia?


LEANDRO: Depois de "Shuffle" estávamos muito desgastados. Ficamos 10 meses quase sem se encontrar. Uma característica desse processo é que ele foi praticamente construído na Europa (risos). A Julia, a Elsa, a Isadora e a Gaia estavam lá por diversos motivos. Uma foi ver a mãe que mora lá, outra estava em cartaz, outras foram para um evento de Set Design, enfim... Nos falamos muito por Internet e decidimos montar "Tempo real" mesmo nestas condições. Inicialmente fomos selecionados para participar do Projeto CoIsA, do Jefferson Miranda, e ele nos deu muitas indicações sobre a peça. O conceito inicial era construir uma dramaturgia que estivesse sempre interligada ao dia em que a peça fosse apresentada. Então é um texto cheio de lacunas, onde o Alonso e a Diana (os atores da peça) vão preenchendo e informando ao público sobre o que está acontecendo naquele momento através de iPads. O espetáculo é uma forma de potencializar a questão da presença no teatro. É um espetáculo sobre agora. Nele trabalhamos de novo com o imprevisível, mas sem tantos riscos.



Quinze diferentes interpretações, todas de improviso, para um único personagem, o protagonista. Esse será o grande desafio enfrentado pela companhia Teatro Voador Não Identificado na temporada de “O Processo”, seu novo espetáculo, que estreia hoje às 20h aqui na Sede das Cias, no Rio de Janeiro. Afeito à experimentação, o jovem grupo receberá um ator convidado em cada uma das 15 apresentações programadas até o dia 24 de novembro. Sem ter lido o texto ou ensaiado, eles contracenarão com o elenco fixo da peça.

LAURA: Me conta agora tudo sobre O PROCESSO, que será o quarto espetáculo do grupo e que estreia aqui na Sede hoje! Por que vocês escolheram este texto? Como vocês chegaram na ideia de ter um convidado diferente a cada apresentação para fazer "Joseph K."? Como está sendo "o processo" de trabalho?


LEANDRO: Eu sempre quis montar este texto. Conversando com o Luiz, chegamos à conclusão de que, tanto pelas características do grupo quanto pelo momento histórico em que vivíamos (as manifestações de junho), não faria sentido montar de forma tradicional. Deveria haver algo que explicitasse essas questões que o Kafka levanta. Eu queria que o ator não soubesse de nada, pensei em algo meio Big Brother ou um pouco parecido com o filme "A falta que nos move" da Jatahy, mas essas coisas não bastavam. Foi quando o Luiz sugeriu que o ator não ensaiasse, não conhecesse a peça e entrasse em cena mesmo assim. Daí a necessidade de convidar um ator diferente por dia. A produção disso é uma loucura! O processo é uma loucura! Acho que ainda não nos acostumamos plenamente a prever o imprevisível! Mas isso é muito bom porque é uma peça muito rica em possibilidades, a gente fica muito a vontade para brincar com o jogo que a concepção nos oferece. Isso, para mim, é o mais importante. Mas tenho certeza que o público pode esperar um espetáculo muito intrigante.


LAURA: O que vocês percebem que mudou durante essa trajetória do grupo?


LEANDRO: Acho que principalmente a maturidade. É difícil ser profissional. O teatro é um lugar tão prazeroso que às vezes parece que nem é trabalho, mas acho que a disciplina é uma das coisas mais fundamentais para uma companhia. Nossos medos também diminuem, a gente acaba ficando mais tranquilo. E tem também o reconhecimento. A gente acaba sendo lembrado e isso é um barato!


LAURA: Como vocês se mantêm como companhia? Vocês possuem alguma sede própria? Algum apoio financeiro?

LEANDRO: Aos trancos e barrancos! (risos) Não temos sede, não temos dinheiro, apoio, nada... Nos mantemos com muita vontade e disposição. Mas não lamento. Tudo na vida é um processo, né?


LAURA: Verdade. (risos) O que vocês esperam desta ocupação na Sede das Cias? Além da estreia e do repertório terá também uma oficina, certo? Como será?


LEANDRO: Essa ocupação é uma oportunidade única para o grupo. Ter o repertório completo sendo exposto é uma responsabilidade enorme. Mas também é uma oportunidade para o público, que pode acompanhar de perto toda a nossa trajetória. Estamos todos muito ansiosos e comemorando essa fase! E eu, pessoalmente, também estou muito ansioso com a oficina. Vou trabalhar a questão da figura, que é uma técnica de interpretação que desenvolvemos nos nossos trabalhos. É algo muito particular nosso e que vamos abrir para novas pessoas pela primeira vez.





LAURA: Agora pra fechar bonito, conta um pouco da sua trajetória profissional pra gente:

LEANDRO: Eu comecei cedo, em Petrópolis (onde nasci) como assistente na companhia Lira Theatral Mama Tonalona. Vim para o Rio estudar Teoria do Teatro na Unirio. Comecei a trabalhar na companhia Papa Vento, onde aprendi muito sobre teatro de bonecos. É uma outra linguagem, mas tão rica quanto. Em 2011 criei o Teatro Voador Não Identificado. Criamos 4 espetáculos, ganhamos alguns festivais e estamos crescendo cada vez mais. É isso.


Bom, se vocês curtiram tanto essa entrevista quanto a gente, então não podem perder o trabalho desta companhia! Durante todo o mês de novembro eles ocupam a Sede das Cias, ou seja, chances não faltam! Difícil será decidir quais dias escolher para assistir "O Processo", já que cada dia conta com uma participação especial diferente. Nomes como Fábio Porchat, Gregório Duvivier, Johnny Massaro, George Sauma e Charles Fricks já estão confirmados!


Confira o SERVIÇO abaixo e programe-se! 
Ou visite o evento na página da Sede: AQUI



:: ::  O PROCESSO

01 a 24 de novembro (sexta a segunda, às 20h)
Ingressos: R$30,00 (inteira) | R$15,00 (meia)
Classificação: 18 anos | Duração: 60 minutos
Elenco: Alonso Zerbinato, Amanda Grimaldi, Cirillo Luna, Daniel Passi, Larissa Siqueira da Cunha e Pedro Müller

Sinopse: "O processo" é baseado no livro homônimo de Franz Kafka. No espetáculo, a cada apresentação, um ator diferente é convidado para interpretar o personagem principal sem nunca ter ensaiado.

Ficha técnica

Concepção: Leandro Romano e Luiz Antonio Ribeiro
Direção: Leandro Romano
Dramaturgia: Luiz Antonio Ribeiro (baseado na obra homônima de FRANZ KAFKA)
Elenco: Alonso Zerbinato, Amanda Grimaldi, Cirilo Luna,
Daniel Passi, Larissa Siqueira da Cunha e Pedro Muller
Cenografia, iluminação e figurino: Elsa Romero, Gaia Catta e Lia Maia
Assistência de direção: Julia Bernat
Trilha sonora original: Felipe Ventura e Gabriel Vaz
Orientação teórica: Danrlei de Freitas
Direção de produção: Leandro Romano
Produção executiva: Renata Giardini
Casting: Renata Magalhães
Arte gráfica: Leandro Romano e Nan Giard
Apoio institucional: Projeto Entre e UNIRIO
Realização: TEATRO VOADOR NÃO IDENTIFICADO


:: :: PONTO FRACO

05 e 06 de novembro (quarta e quinta, às 20h)
Ingressos: R$20,00 (inteira) | R$10,00 (meia)
Classificação: 12 anos | Duração: 60 minutos
Elenco: Elsa Romero, Larissa Siqueira da Cunha e Tainá Louven

Sinopse: "Ponto fraco" é um espetáculo sobre os limites entre a ficção e a realidade. A partir de depoimentos pessoais de três atrizes, a peça expõe as fragilidades da contrução narrativa e de suas próprias histórias, sejam estas reais ou não.

Ficha técnica

Concepção e direção: Leandro Romano
Dramaturgia: Luiz Antonio Ribeiro
Elenco: Elsa Romero, Larissa Siqueira da Cunha e Tainá Louven
Cenografia e iluminação: Isadora Petrauskas
Figurino: Manoela Moura
Assistência de direção: Luiz Antonio Ribeiro
Assistência de arte: Gaia Catta
Trilha sonora original: Jayme Monsanto
Orientação teórica: Leonardo Munk
Colaboração na pesquisa: Diana Herzog e Luar Maria
Produção executiva: Leandro Romano
Realização: TEATRO VOADOR NÃO IDENTIFICADO


:: :: SHUFFLE


12 e 13 de novembro (quarta e quinta, às 20h)
Ingressos: R$20,00 (inteira) | R$10,00 (meia)
Classificação: 12 anos | Duração: 60 minutos
Elenco: Gabriel Vaz

Sinopse: Um homem ganha um iPod Shuffle e sua vida passa a ser condicionada pelo aparelho. No espetáculo, a ordem das cenas é também controlada por um iPod, mudando a ordem da peça diariamente.

Ficha técnica

Concepção: Leandro Romano
Direção: Julia Bernat e Leandro Romano
Dramaturgia: Luiz Antonio Ribeiro
Elenco: Gabriel Vaz
Cenografia e iluminação: Elsa Romero e Isadora Petrauskas
Figurino: Anna Cecilia Cabral
Preparação vocal: Julia Bernat
Assistência de direção: Luiz Antonio Ribeiro
Assistência de arte: Gaia Catta e Lia Maia
Edição de som: Jayme Monsanto
Voz em off: Estrela Blanco
Consultoria teórica: Danrlei de Freitas
Direção de produção: Julia Bernat e Leandro Romano
Produção executiva: Leandro Romano
Realização: TEATRO VOADOR NÃO IDENTIFICADO
:: :: TEMPO REAL


19 a 20 de novembro (quarta e quinta, às 20h)
Ingressos: R$20,00 (inteira) | R$10,00 (meia)
Classificação: 12 anos | Duração: 60 minutos
Elenco: Alonso Zerbinato e Diana Herzog

Sinopse: Tempo real é um espetáculo sobre o agora. A partir de estatísticas em tempo real, a dramaturgia se transforma e constrói um panorama sobre as relações simultâneas no mundo contemporâneo.

Ficha técnica

Concepção e direção: Leandro Romano
Dramaturgia: Julia Bernat
Elenco: Alonso Zerbinato e Diana Herzog
Cenografia e iluminação: Elsa Romero e Isadora Petrauskas
Figurino: Gaia Catta
Assistência de arte: Lia Maia
Assistência de direção e supervisão de dramaturgia: Luiz Antonio Ribeiro
Supervisão de concepção: Jefferson Miranda
Arte gráfca: Leandro Romano e Nan Giard
Fotografia: Bruno Mello e Nan Giard
Produção executiva: Leandro Romano
Realização: TEATRO VOADOR NÃO IDENTIFICADO


SEDE DAS CIAS
R. Manoel Carneiro, 10 - Escadaria do Selarón - Lapa
Telefone: (21) 2137-1271
E-mail: sededascias@nevaxca.com.br
Funcionamento da Bilheteria: abre 1 hora antes do espetáculo